{"id":23675,"date":"2025-08-27T14:58:39","date_gmt":"2025-08-27T17:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/repositorio.ippdh.mercosur.int\/dialogo\/cumbre\/ano-2015\/"},"modified":"2025-08-27T14:58:39","modified_gmt":"2025-08-27T17:58:39","slug":"ano-2015","status":"publish","type":"cumbre","link":"https:\/\/dialogosocial.ippdh.mercosur.int\/pt\/cumbre\/ano-2015","title":{"rendered":"A\u00f1o: 2015"},"content":{"rendered":"<p><strong>Edici\u00f3n:<\/strong> XVII<\/p>\n<p><strong>Pa\u00eds:<\/strong>\u00a0Bras\u00edlia, Brasil<\/p>\n<p><strong>Declarac\u00edon:<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s, movimentos sociais e populares, reunidos em Bras\u00edlia nos dias 14, 15 e<br \/>\n16 de julho de 2015, durante a XVIII C\u00fapula Social do MERCOSUL, expressamos<br \/>\nneste documento os consensos alcan\u00e7ados pelas v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es e<br \/>\nmovimentos sociais presentes, visando o fortalecimento da agenda social, da<br \/>\nparticipa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e da plena integra\u00e7\u00e3o dos povos da regi\u00e3o.<br \/>\nOs movimentos sociais reafirmam o seu compromisso com a Democracia<br \/>\ncomo valor fundamental para o desenvolvimento da nossa sociedade. A luta<br \/>\ncontra o neoliberalismo, na d\u00e9cada de 90, culminou com a elei\u00e7\u00e3o de sucessivos<br \/>\ngovernos progressistas na Am\u00e9rica Latina, abrindo um ciclo de mudan\u00e7as e<br \/>\ntransforma\u00e7\u00f5es sociais. Com a derrota da Alca, em 2005, avan\u00e7amos na<br \/>\nsoberania dos povos, no investimento em pol\u00edticas sociais e de inclus\u00e3o<br \/>\nimportantes e hoje todos esses projetos est\u00e3o sendo confrontados por uma<br \/>\nofensiva imperialista, representada pelo poder financeiro internacional e pelas<br \/>\noligarquias nativas que viram seus interesses sendo afetados pelos governos<br \/>\npopulares.<br \/>\nAs grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e os especuladores financeiros,<br \/>\ncausadores desta crise, querem impulsionar novas formas de explorar os povos<br \/>\ndo mundo, apoiados por tratados de \u201clivre com\u00e9rcio\u201d, que para avan\u00e7ar, devem<br \/>\nquestionar os processos de integra\u00e7\u00e3o regional, em especial o Mercosul, e assim,<br \/>\nsobrepor os interesses das corpora\u00e7\u00f5es aos direitos dos trabalhadores e \u00e0<br \/>\nliberdade dos povos. Neste sentido, recha\u00e7amos o Tratado Transpac\u00edfico, o TISA,<br \/>\ne qualquer outro acordo, que n\u00e3o seja claro, justo e democraticamente constru\u00eddo<br \/>\na partir da participa\u00e7\u00e3o popular. N\u00e3o aceitamos a redu\u00e7\u00e3o de nenhum dos direitos<br \/>\nconsolidados dos trabalhadores do bloco.<br \/>\nNos preocupamos e estamos atentos \u00e0 incurs\u00e3o da China na regi\u00e3o, e<br \/>\nqueremos que as negocia\u00e7\u00f5es com este pa\u00eds sejam pautadas n\u00e3o somente pelo<br \/>\ncom\u00e9rcio, que amea\u00e7a a ind\u00fastria local e o mundo do trabalho, mas por uma<br \/>\nrela\u00e7\u00e3o justa e ben\u00e9fica para os povos da regi\u00e3o.<br \/>\nO Mercosul n\u00e3o deve avan\u00e7ar nas negocia\u00e7\u00f5es de um tratado de livre<br \/>\ncom\u00e9rcio com a Uni\u00e3o Europeia, haja vista os exemplos dos seis acordos de<br \/>\nassocia\u00e7\u00e3o que a Europa tem firmado com alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina fica<br \/>\nclaro que os mesmos imp\u00f5em condi\u00e7\u00f5es injustas na rela\u00e7\u00e3o comercial e<br \/>\npromovem obriga\u00e7\u00f5es que limitam a capacidade de desenvolvimento aut\u00f4nomo<br \/>\ndos nossos estados: compras p\u00fablicas, prote\u00e7\u00e3o dos direitos de propriedade<br \/>\nintelectual, prote\u00e7\u00e3o aos investimentos, exig\u00eancia de abertura em setores<br \/>\nindustriais que p\u00f5em em risco nossos postos de trabalho. N\u00e3o ao retrocesso das<br \/>\npol\u00edticas de subs\u00eddios agr\u00edcolas e abertura aos mercados neste setor. As<br \/>\nnegocia\u00e7\u00f5es com terceiros devem sustentar-se sobre as bases de equil\u00edbrio e<br \/>\n2<br \/>\nestarem de acordo com os objetivos estrat\u00e9gicos constru\u00eddos regionalmente.<br \/>\nDenunciamos a falta de transpar\u00eancia e o sigilo que vem sendo mantido nas<br \/>\nnegocia\u00e7\u00f5es do MERCOSUL e da Uni\u00e3o Europeia.<br \/>\nUruguai e Paraguai devem sair das negocia\u00e7\u00f5es do acordo sobre Com\u00e9rcio de<br \/>\nServi\u00e7os (TISA) e o MERCOSUL deve adotar uma atitude proativa para bloquear e<br \/>\nrecha\u00e7ar estas din\u00e2micas de negocia\u00e7\u00e3o que busca limitar ainda mais as<br \/>\ncapacidades dos Estados de construir trajet\u00f3rias de desenvolvimento<br \/>\naprofundando as capacidades do poder corporativo.<br \/>\nO capitalismo especulativo tem provocado a crise ambiental, alimentar e<br \/>\nenerg\u00e9tica que atualmente deteriora a capacidade de reverter a desigualdade e a<br \/>\ninjusti\u00e7a social, amea\u00e7a os significados e conte\u00fados dos projetos democr\u00e1ticos e<br \/>\nemancipat\u00f3rios da regi\u00e3o e coloca em risco a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da<br \/>\nhumanidade. A preserva\u00e7\u00e3o da m\u00e3e terra e a soberania sobre os recursos<br \/>\nnaturais e minerais devem ser pautadas por uma nova l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o e<br \/>\nconsumo, que preservem e estimulem a solidariedade.<br \/>\n\u00c9 importante destacar que h\u00e1 uma tentativa de impor uma ofensiva<br \/>\nconservadora contra os direitos dos trabalhadores, da juventude, das mulheres,<br \/>\ndos povos origin\u00e1rios, da popula\u00e7\u00e3o LGBT, dos negros e negras, ind\u00edgenas e<br \/>\npopula\u00e7\u00e3o camponesa. Essa ofensiva precisa ser combatida em todo o continente<br \/>\ne em resposta os movimentos sociais precisam agir de forma unit\u00e1ria, construindo<br \/>\numa agenda comum de luta a partir das seguintes a\u00e7\u00f5es: fortalecimento da<br \/>\nintegra\u00e7\u00e3o e o respaldo e aprofundamento das conquistas e da democracia.<br \/>\nO massacre de Curuguaty se converteu em um dos casos mais graves de<br \/>\nviola\u00e7\u00e3o de direitos humanos e criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas sociais da Am\u00e9rica Latina,<br \/>\nem cujo contexto se encontra a demanda de acesso \u00e0 terra e \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\nadequada. N\u00f3s, os povos do MERCOSUL, nos posicionamos como<br \/>\n\u201cObservadores Internacionais do Ju\u00edzo\u201d.<br \/>\n\u00c9 fundamental que afirmemos que os problemas e as limita\u00e7\u00f5es do atual<br \/>\nprocesso do MERCOSUL devem ser resolvidos com MAIS DIREITOS, MAIS<br \/>\nPARTICIPA\u00c7\u00c3O E MAIS INTEGRA\u00c7\u00c3O e n\u00e3o com a nega\u00e7\u00e3o e retrocesso que<br \/>\nrepresentam os acordos de livre com\u00e9rcio.<br \/>\nNeste contexto, os movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es reafirmam a<br \/>\nimport\u00e2ncia e o significado que t\u00eam o processo de integra\u00e7\u00e3o regional democr\u00e1tico<br \/>\ne inclusivo para a constru\u00e7\u00e3o de sociedades soberanas e justas, com uma agenda<br \/>\npol\u00edtica que incorpore os seguintes temas:<br \/>\n1. As dimens\u00f5es pol\u00edtica, econ\u00f4mica, produtiva, social, educacional, ambiental,<br \/>\ncultural e cidad\u00e3 da integra\u00e7\u00e3o regional, que s\u00e3o as bases sobre as quais se deve<br \/>\navan\u00e7ar rumo a um MERCOSUL mais efetivo, justo e democr\u00e1tico. Neste sentido,<br \/>\nconclamamos os governos a implementarem as diretrizes do Plano Estrat\u00e9gico de<br \/>\nA\u00e7\u00e3o Social do MERCOSUL (PEAS) e o Estatuto da Cidadania do MERCOSUL.<br \/>\nApoiamos a atua\u00e7\u00e3o da UPS e de sua capacidade or\u00e7ament\u00e1ria, para de forma<br \/>\n3<br \/>\ntransparente e eficaz, promover a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o autodeterminada das<br \/>\norganiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais da regi\u00e3o.<br \/>\n2. A harmoniza\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00f5es que afetam a plena efetiva\u00e7\u00e3o do processo de<br \/>\nintegra\u00e7\u00e3o (trabalho, previd\u00eancia, tributos, dentre outras) e a implementa\u00e7\u00e3o<br \/>\nefetiva do Acordo de Seguridade Social do Mercado Comum do Sul e o Acordo<br \/>\nsobre Resid\u00eancia dos Nacionais dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul \u2013<br \/>\nMERCOSUL, Bol\u00edvia e Chile. Para tal, instamos a que os governos apliquem, em<br \/>\ntodos os n\u00edveis, as pol\u00edticas acordadas no bloco.<br \/>\n3. Saudamos a decis\u00e3o da Argentina de convocar elei\u00e7\u00f5es gerais do PARLASUL<br \/>\nno pr\u00f3ximo 25 de outubro, somando-se \u00e0 Rep\u00fablica do Paraguai e instamos os<br \/>\ndemais pa\u00edses a levar adiante processos similares, que tenham como objetivo a<br \/>\nconsolida\u00e7\u00e3o do PARLASUL, principal \u00f3rg\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos povos,<br \/>\nassegurando a paridade de g\u00eanero nas listas.<br \/>\n4. A liberdade de express\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de um MERCOSUL verdadeiramente<br \/>\ndemocr\u00e1tico e participativo implicam, necessariamente, na democratiza\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nmeios de comunica\u00e7\u00e3o e em uma pol\u00edtica ativa de coopera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Neste<br \/>\nsentido, enfatizamos a necessidade de participa\u00e7\u00e3o ativa e fomentada pelos<br \/>\nEstados das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil na discuss\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o e\/ou<br \/>\nimplementa\u00e7\u00e3o de novas leis de comunica\u00e7\u00e3o que reflitam o novo mapa social de<br \/>\nnosso continente que exige a democratiza\u00e7\u00e3o da palavra, a pluralidade de vozes,<br \/>\ne a extin\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Fim da restri\u00e7\u00e3o e da<br \/>\npersegui\u00e7\u00e3o aos meios comunit\u00e1rios, populares e independentes. Consideramos a<br \/>\ncomunica\u00e7\u00e3o como um direito e n\u00e3o uma mercadoria e instamos os governos a<br \/>\nefetivar a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil na Reuni\u00e3o Especializada de<br \/>\nComunica\u00e7\u00e3o Social (RECS).<br \/>\n5. O fortalecimento das pol\u00edticas regionais de educa\u00e7\u00e3o que respeitem e<br \/>\nvalorizem a diversidade cultural, racial, \u00e9tnica e de g\u00eanero, que sejam inclusivas e<br \/>\nque incorporem como fundamento os direitos humanos como elemento<br \/>\nindissoci\u00e1vel da cria\u00e7\u00e3o de uma cidadania regional, superando todas as formas de<br \/>\ndiscrimina\u00e7\u00e3o, devendo ser, portanto, n\u00e3o sexista, n\u00e3o machista, n\u00e3o racista, n\u00e3o<br \/>\nhomof\u00f3bica e n\u00e3o lesbof\u00f3bica. Defendemos, especialmente, a garantia do<br \/>\nfinanciamento p\u00fablico educacional adequado para a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de<br \/>\neduca\u00e7\u00e3o para a integra\u00e7\u00e3o, de inclus\u00e3o educacional de segmentos vulner\u00e1veis,<br \/>\ndas pol\u00edticas de financiamento para a educa\u00e7\u00e3o e da valoriza\u00e7\u00e3o, em todos os<br \/>\nn\u00edveis, dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 igualmente imprescind\u00edvel garantir a<br \/>\nutiliza\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o das l\u00ednguas maternas das popula\u00e7\u00f5es<br \/>\norigin\u00e1rias da regi\u00e3o, especialmente nas \u00e1reas de fronteira.<br \/>\n6. Exigimos que os pa\u00edses membros do MERCOSUL implementem efetivamente<br \/>\npol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o ambiental e comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria para<br \/>\npreserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos provocados pelos impactos<br \/>\nambientais, minimizando o sofrimento dos afetados pela injusti\u00e7a ambiental. Que<br \/>\nsejam planejados e executados projetos de educa\u00e7\u00e3o ambiental para uma<br \/>\nsociedade sustent\u00e1vel e ambientalmente respons\u00e1vel com a gera\u00e7\u00e3o e descarte<br \/>\n4<br \/>\nde res\u00edduos s\u00f3lidos e a\u00e7\u00f5es de fortalecimento de coleta seletiva e gera\u00e7\u00e3o de<br \/>\npostos de trabalho e renda na Am\u00e9rica Latina.<br \/>\n7. O Mercosul sempre reconheceu a juventude como sujeito de direitos e como<br \/>\nator importante para a regi\u00e3o. A juventude do MERCOSUL convoca para a<br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o de jornadas de lutas continentais, contra o golpismo, em defesa da<br \/>\ndemocracia e com campanhas comuns, como: \u201cContra a redu\u00e7\u00e3o da maioridade<br \/>\npenal, pelo casamento igualit\u00e1rio, contra as bases militares na Am\u00e9rica Latina\u201d<br \/>\n8. Reconhecemos a centralidade do emprego e do trabalho decente para a<br \/>\nestrat\u00e9gia de desenvolvimento e crescimento do MERCOSUL. Por isto, exigimos a<br \/>\nestrutura\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio do Mercado de Trabalho do Mercosul, para que este<br \/>\npossa atender \u00e0s demandas feitas pelos \u00f3rg\u00e3os do bloco. Especialmente, que<br \/>\nesse observat\u00f3rio contemple os dados referentes \u00e0 inser\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia da<br \/>\nmulher no Mercado de Trabalho, reconhecidamente, as quest\u00f5es referentes a<br \/>\nsal\u00e1rio, idade, classe social e etnia. Exortamos os governos a colocar em pr\u00e1tica o<br \/>\nPlano MERCOSUL de Facilita\u00e7\u00e3o da Livre Circula\u00e7\u00e3o de Trabalhadores\/as, a<br \/>\nharmonizar os sistemas previdenci\u00e1rios, implementar os Planos Regionais de<br \/>\nInspe\u00e7\u00e3o do Trabalho e de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil e a acelerar a<br \/>\nharmoniza\u00e7\u00e3o das Normas sobre Sa\u00fade e Seguran\u00e7a no Trabalho. Defendemos o<br \/>\ndireito \u00e0 livre organiza\u00e7\u00e3o sindical conforme expresso na Declara\u00e7\u00e3o S\u00f3cio laboral<br \/>\ndo Mercosul. Exigimos dos Estados a mesma tipifica\u00e7\u00e3o do crime de tr\u00e1fico de<br \/>\npessoas em todos os pa\u00edses do MERCOSUL e que se ratifique imediatamente a<br \/>\nConven\u00e7\u00e3o sobre o Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores<br \/>\nDom\u00e9sticos, 2011 (n\u00ba 189) e a Recomenda\u00e7\u00e3o com o mesmo t\u00edtulo (n\u00ba 201) da<br \/>\nOIT.<br \/>\n9. Al\u00e9m do direito ao trabalho que se garanta tamb\u00e9m o direito ao acesso a<br \/>\nservi\u00e7os b\u00e1sicos e \u00e0 moradia digna aos trabalhadores.<br \/>\n10. Que o MERCOSUL assuma o compromisso de constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que<br \/>\navancem no sentido de alcan\u00e7ar um sal\u00e1rio igual para trabalho igual e a cria\u00e7\u00e3o e<br \/>\namplia\u00e7\u00e3o de equipamentos p\u00fablicos que contribu\u00edam na socializa\u00e7\u00e3o do Trabalho<br \/>\nDom\u00e9stico.<br \/>\n11. De forma especial, saudamos a assinatura da nova Declara\u00e7\u00e3o S\u00f3cio-Laboral<br \/>\ndo MERCOSUL e expressamos nossa mobiliza\u00e7\u00e3o permanente para a efetiva\u00e7\u00e3o<br \/>\ndos direitos nela expressos. Esta assinatura vem a se somar a esta perspectiva de<br \/>\numa regi\u00e3o que busca seu desenvolvimento ampliando direitos sociais. Avan\u00e7ar<br \/>\nno MERCOSUL por mais direitos, para o reconhecimento da cidadania regional e<br \/>\na livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas entre nossos pa\u00edses \u00e9 fundamental.<br \/>\n12. A sa\u00fade \u00e9 um direito universal, integral, que promove igualdade e exige<br \/>\nparticipa\u00e7\u00e3o, para que o desenvolvimento com justi\u00e7a social seja alcan\u00e7ado. Neste<br \/>\nsentido, instamos os governos da regi\u00e3o a desenvolver pol\u00edticas regionais de<br \/>\nsa\u00fade que garantam a sua universalidade, gratuidade, integralidade e seu car\u00e1ter<br \/>\nequitativo, primordialmente com a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e de promo\u00e7\u00e3o, sustentado<br \/>\npela qualidade t\u00e9cnica e humana, financiado com recursos gerais dos Estados e<br \/>\n5<br \/>\ncom a participa\u00e7\u00e3o e controle popular nos n\u00facleos de decis\u00e3o. Entendemos que o<br \/>\ngozo do direito a sa\u00fade deve ser concebido como quest\u00e3o de ordem p\u00fablica,<br \/>\ninalter\u00e1vel e irrenunci\u00e1vel, assumido pelos Estados, garantindo a sa\u00fade individual<br \/>\ne coletiva.<br \/>\n13. Reafirmamos os territ\u00f3rios, terra, \u00e1gua, sementes, biodiversidade e direitos<br \/>\ndos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas como a base de um projeto de<br \/>\ndesenvolvimento baseado na justi\u00e7a social e ambiental. Entretanto, essa base<br \/>\nest\u00e1 sob continuo ataque gra\u00e7as a uma ofensiva do agroneg\u00f3cio, das empresas<br \/>\nmineradoras, petroleiras, das corpora\u00e7\u00f5es transnacionais, das compras de terras<br \/>\npor estrangeiros e da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, colocando em risco a exist\u00eancia da<br \/>\npr\u00f3pria humanidade, pois compromete a reprodu\u00e7\u00e3o da vida em todas suas<br \/>\ndimens\u00f5es. Conclamamos os Estados a garantir a reforma agr\u00e1ria popular e<br \/>\nintegral e a demarca\u00e7\u00e3o e homologa\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e de popula\u00e7\u00f5es<br \/>\ntradicionais como forma de reparar as grandes d\u00edvidas sociais da Am\u00e9rica do Sul e<br \/>\nrecolocar o desenvolvimento regional sobre outros patamares, como a<br \/>\nagroecologia e a soberania alimentar. Conclamamos os Presidentes a<br \/>\nimplementar as recomenda\u00e7\u00f5es apresentadas pela Reuni\u00e3o Especializada sobre<br \/>\nAgricultura Familiar (REAF) e pela Reuni\u00e3o Especializada sobre Cooperativismo<br \/>\n(RECM).<br \/>\n14. Conclamamos os governos a comprometer-se com a promo\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o<br \/>\ndos direitos humanos no MERCOSUL e Estados associados, enfatizando a<br \/>\nimport\u00e2ncia de assegurar o direito \u00e0 verdade e \u00e0 mem\u00f3ria, reconhecer as<br \/>\nvulnerabilidades dos migrantes e refugiados nos pa\u00edses do bloco, com perspectiva<br \/>\nde g\u00eanero, estabelecer estrat\u00e9gias de coopera\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia e<br \/>\ndiscrimina\u00e7\u00e3o sexual, racial e \u00e9tnica, a explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e<br \/>\nadolescentes e o tr\u00e1fico de seres humanos, especialmente de mulheres e crian\u00e7as<br \/>\ne de aprofundar o compromisso na promo\u00e7\u00e3o e na prote\u00e7\u00e3o dos direitos da<br \/>\ncrian\u00e7a e do adolescente, pessoas com necessidades especiais e idosos. Especial<br \/>\naten\u00e7\u00e3o deve ser dada aos direitos dos povos origin\u00e1rios, particularmente nas<br \/>\nregi\u00f5es de fronteira.<br \/>\n15. As organiza\u00e7\u00f5es sociais presentes nesta c\u00fapula reconhecem a contribui\u00e7\u00e3o<br \/>\ndos pa\u00edses da regi\u00e3o, dos seus governos e dos atores sociais na declara\u00e7\u00e3o da<br \/>\nOEA de 15 de junho de 2015, que manifesta a necessidade de termos um<br \/>\ninstrumento regional, juridicamente vinculante que proteja os direitos humanos das<br \/>\npessoas maiores e fomente um envelhecimento ativo em todos os \u00e2mbitos<br \/>\nassegurando sua dignidade por toda sua vida.<br \/>\n16. A constru\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o das Diretrizes de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura em<br \/>\nDireitos Humanos do MERCOSUL \u00e9 a maneira efetiva de construir uma identidade<br \/>\nregional que considere as realidades hist\u00f3ricas, sociais, econ\u00f4micas, culturais e<br \/>\npol\u00edticas dos povos da regi\u00e3o. A dimens\u00e3o social e cultural do MERCOSUL para<br \/>\nal\u00e9m da sua estrutura econ\u00f4mica s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir da constru\u00e7\u00e3o de<br \/>\ncidad\u00e3s e cidad\u00e3os mercosulinos.<br \/>\n6<br \/>\n17. A prioridade \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de um marco jur\u00eddico de defesa dos direitos dos<br \/>\nmigrantes nos pa\u00edses do MERCOSUL e Estados Associados, reconhecendo o<br \/>\ndireito a migrar e n\u00e3o migrar como direito humano fundamental, enfatizando a<br \/>\nnecessidade de garantir a seguran\u00e7a de todos os migrantes independente de seu<br \/>\nstatus migrat\u00f3rio, denunciando e coibindo as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos nas<br \/>\nfronteiras e da condu\u00e7\u00e3o desumana das deporta\u00e7\u00f5es e expuls\u00f5es coletivas de<br \/>\nestrangeiros. Pela integra\u00e7\u00e3o de nossos povos na constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania<br \/>\nmercosulina, pela livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas, pela cidadania regional, com<br \/>\ndocumento \u00fanico e por um MERCOSUL livre de xenofobia, levando em conta a<br \/>\nperspectiva de g\u00eanero, exortamos nossos governos a ratificar a Conven\u00e7\u00e3o das<br \/>\nNa\u00e7\u00f5es Unidas para a Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e suas<br \/>\nFam\u00edlias e promover a respectiva normativa do MERCOSUL com vistas \u00e0<br \/>\nconverg\u00eancia dos marcos jur\u00eddicos desses direitos em nossos pa\u00edses. Reiteramos<br \/>\na proposta de cria\u00e7\u00e3o de um Conselho de Pol\u00edticas Migrat\u00f3rias e integra\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nPovos como inst\u00e2ncia pol\u00edtica e decis\u00f3ria, com a participa\u00e7\u00e3o dos(as) migrantes.<br \/>\nConsideramos necess\u00e1ria a implanta\u00e7\u00e3o de inst\u00e2ncias de assessoramento legal<br \/>\ndos(as) migrantes no \u00e2mbito do MERCOSUL e o tratamento das quest\u00f5es<br \/>\nmigrat\u00f3rias por \u00f3rg\u00e3os civis, abandonando a l\u00f3gica da seguran\u00e7a nacional nas<br \/>\nquest\u00f5es migrat\u00f3rias.<br \/>\n18. A necessidade de uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento regional urbano,<br \/>\nintegrado e sustent\u00e1vel para o conjunto de cidades. Para tanto propomos o<br \/>\nreconhecimento, por parte dos governos dos pa\u00edses do MERCOSUL, do direito \u00e0<br \/>\ncidade como um direito humano fundamental.<br \/>\n19. A aloca\u00e7\u00e3o dos recursos pol\u00edticos e econ\u00f4micos necess\u00e1rios para a<br \/>\nelimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de viol\u00eancia contra a mulher. A mesma prioridade<br \/>\ndeve ser dada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade reprodutiva e<br \/>\nsexual. Enfatizamos a necessidade dos governos, articulados com movimentos e<br \/>\norganiza\u00e7\u00f5es sociais, de implementarem os compromissos assumidos na IV<br \/>\nConfer\u00eancia Mundial sobre a Mulher, na Conven\u00e7\u00e3o para a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas<br \/>\nas Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra a Mulher (Conven\u00e7\u00e3o CEDAW) e na<br \/>\nConven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a<br \/>\nMulher (Conven\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1). Exigimos a descriminaliza\u00e7\u00e3o em toda a<br \/>\nregi\u00e3o, da orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, com a elabora\u00e7\u00e3o e<br \/>\naprova\u00e7\u00e3o de leis antidiscriminat\u00f3rias como pol\u00edticas de Estado. Exigimos a<br \/>\ndespatologiza\u00e7\u00e3o das identidades das pessoas trans, travestis, transexuais e<br \/>\ntransg\u00eaneros e a promo\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Identidade de G\u00eaneros. Que a<br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas do MERCOSUL tome como base as experi\u00eancias mais<br \/>\navan\u00e7adas dos pa\u00edses que o comp\u00f5em, de modo a que reflitam os modelos mais<br \/>\nexitosos, como a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto no Uruguai, a paridade de g\u00eanero nas<br \/>\nelei\u00e7\u00f5es gerais da Venezuela, matrim\u00f4nio igualit\u00e1rio e direito a identidade de<br \/>\ng\u00eanero no Uruguai e na Argentina e a Lei Maria da Penha no Brasil.<br \/>\n20. A import\u00e2ncia da consolida\u00e7\u00e3o e maiores aportes financeiros para o Fundo<br \/>\npara a Converg\u00eancia Estrutural do MERCOSUL como um instrumento para<br \/>\nsuperar as desigualdades sociais e assimetrias ente os pa\u00edses. Entendemos que<br \/>\nos recursos destinados ao FOCEM devem ser ampliados e sua atua\u00e7\u00e3o<br \/>\n7<br \/>\ntransparente, propiciando o controle social. Que o FOCEM aumente seu<br \/>\ninvestimento nas quest\u00f5es sociais, considerando as peculiaridades dos diferentes<br \/>\nsegmentos da sociedade (jovens, mulheres, migrantes, trabalhadores, etc). Al\u00e9m<br \/>\ndisso, \u00e9 fundamental articular os mecanismos de financiamento existentes atrav\u00e9s<br \/>\nda constru\u00e7\u00e3o de um organismo regional de financiamento ao desenvolvimento no<br \/>\nMERCOSUL. Tamb\u00e9m defendemos que o acesso aos recursos do FOCEM por<br \/>\nempresas seja pautado pelo respeito aos princ\u00edpios e direitos expressos na<br \/>\nDeclara\u00e7\u00e3o S\u00f3cio laboral do MERCOSUL.<br \/>\n21. A necessidade de articula\u00e7\u00e3o entre os movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais e<br \/>\npopulares e governos para garantir a efetiva\u00e7\u00e3o e continuidade, no MERCOSUL e<br \/>\nEstados associados, das recomenda\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia Regional das Am\u00e9ricas<br \/>\nsobre os avan\u00e7os e desafios no Plano de A\u00e7\u00e3o contra o Racismo, a Discrimina\u00e7\u00e3o<br \/>\nRacial, a Xenofobia e Intoler\u00e2ncias Correlatas. Deve ser estimulada a troca de<br \/>\nexperi\u00eancias e melhores pr\u00e1ticas para a promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial no bloco.<br \/>\nApoiamos a Resolu\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas denominada \u201cD\u00e9cada das<br \/>\ncomunidades afrodescendentes 2015-2024\u201d e exortamos os pa\u00edses da regi\u00e3o a<br \/>\npromover a implementa\u00e7\u00e3o com amplo Di\u00e1logo Social. Solicitamos que se<br \/>\norganize um encontro regional, de forma emergencial, com todas as entidades<br \/>\nafrodescendentes do Mercosul.<br \/>\n22. Promover a inclus\u00e3o da tem\u00e1tica da defici\u00eancia na agenda permanente dos<br \/>\nEstados-Membros e Associados com a participa\u00e7\u00e3o plena da sociedade civil;<br \/>\nIncentivar a cria\u00e7\u00e3o de conselhos consultivos da sociedade civil nos EstadosMembros e Associados; solicitar que o atual Grupo de Trabalho sobre Defic\u00eancia<br \/>\ndo MERCOSUL torne-se uma Comiss\u00e3o Permanente.<br \/>\n23. O cumprimento por parte dos governos nacionais, departamentais e<br \/>\nmunicipais em suas inst\u00e2ncias (Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio) das Leis,<br \/>\nespecialmente a Conven\u00e7\u00e3o 169, Normas de Prote\u00e7\u00e3o e Direitos dos Povos<br \/>\nOrigin\u00e1rios. O reconhecimento pol\u00edtico pelos pa\u00edses do assentamento de nossas<br \/>\nna\u00e7\u00f5es sobre o espa\u00e7o territorial ancestral dos Povos Origin\u00e1rios e sua livre<br \/>\ndetermina\u00e7\u00e3o em espa\u00e7o territorial ancestral dos povos nativos e a autodetermina\u00e7\u00e3o. Assim como a exist\u00eancia de um documento \u00fanico de identidade<br \/>\ncomo povos origin\u00e1rios, reconhecido por todos os Estados-parte em igualdade de<br \/>\ncondi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n24. A necessidade de implementar e fortalecer a participa\u00e7\u00e3o social na gest\u00e3o<br \/>\nintegrada das bacias hidrogr\u00e1ficas e transfronteiri\u00e7as. O desenvolvimento<br \/>\nsustent\u00e1vel, a defesa da biodiversidade, a ratifica\u00e7\u00e3o dos tratados internacionais<br \/>\ns\u00e3o fundamentos para a constru\u00e7\u00e3o de um MERCOSUL socioambiental. Instamos<br \/>\naos pa\u00edses do bloco a assumir uma postura comum de defesa do meio ambiente e<br \/>\ndos recursos naturais do MERCOSUL, diante da pr\u00f3xima COP 21 &#8211; Confer\u00eancia<br \/>\ndas Partes Sobre a Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as<br \/>\nClim\u00e1ticas \u2013 UNFCCC \u2013 que ter\u00e1 lugar em dezembro pr\u00f3ximo em Paris. Urge uma<br \/>\npostura que fique \u00e0 altura dos desafios e das demandas dos povos por justi\u00e7a<br \/>\nclim\u00e1tica e socioambiental. A defesa veemente pelos pa\u00edses do bloco do princ\u00edpio<br \/>\n8<br \/>\nda Transi\u00e7\u00e3o Justa e do Trabalho Decente \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para a<br \/>\ntransi\u00e7\u00e3o de uma economia de alto carbono para uma de baixo carbono.<br \/>\n25. Solidarizamos-nos efusivamente com o Povo Grego em sua luta pela<br \/>\nreestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ileg\u00edtima, odiosa e ilegal e pelo recha\u00e7o \u00e0s pol\u00edticas de<br \/>\nausteridade que vem asfixiando a economia grega e colocando a popula\u00e7\u00e3o em<br \/>\numa situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica. Ao mesmo tempo, apelamos aos nossos governos para<br \/>\npromover um gesto de solidariedade para com a Gr\u00e9cia, e discutir op\u00e7\u00f5es<br \/>\nalternativas de financiamento e pr\u00e1ticas que promovam a justi\u00e7a social, e<br \/>\nsignifiquem ajuda concreta para o povo grego para superar as car\u00eancias a que<br \/>\nforam submetidos pela Troika e em particular pela intransig\u00eancia do governo da<br \/>\nAlemanha.<br \/>\n26. At\u00e9 que Israel respeite suas obriga\u00e7\u00f5es com o direito internacional exigimos<br \/>\nque o MERCOSUL suspenda imediatamente o Tratado de Livre Com\u00e9rcio com<br \/>\naquele pa\u00eds; estabele\u00e7a medidas concretas para proibir contratos p\u00fablicos com<br \/>\nempresas envolvidas nos crimes israelenses e n\u00e3o d\u00ea continuidade \u00e0s rela\u00e7\u00f5es<br \/>\nmilitares dos Estados Partes com Israel. Recha\u00e7amos as agress\u00f5es ao Estado<br \/>\nPalestino.<br \/>\n27. Solidarizamo-nos com o empobrecido e violentado povo haitiano que sofre<br \/>\nneste momento mais uma agress\u00e3o pela expuls\u00e3o dos migrantes do territ\u00f3rio<br \/>\ndominicano, a\u00e7\u00e3o racista e xen\u00f3foba perpetrada pela Rep\u00fablica Dominicana, em<br \/>\numa atitude que repudiamos no espa\u00e7o latino-americano, que deve buscar a paz e<br \/>\na rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre povos e na\u00e7\u00f5es. Exigimos aos Estados Parte que<br \/>\nbusquem caminhos para impedir e reparar esta injusti\u00e7a e que avancem na<br \/>\nintegra\u00e7\u00e3o entre os povos, baseando-se na educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, no interc\u00e2mbio entre<br \/>\ncamponeses para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, pesquisa e solidariedade, a\u00e7\u00f5es estas<br \/>\nque dependem da retirada imediata das for\u00e7as militares estrangeiras presentes<br \/>\nnaquele pa\u00eds.<br \/>\n28. Expressamos nosso mais firme apoio a permanente luta da Rep\u00fablica da<br \/>\nArgentina pela soberania das ilhas Malvinas, Georgia do Sul e Sandwich do Sul e<br \/>\nos espa\u00e7os mar\u00edtimos circundantes, assumindo esta como causa regional.<br \/>\nRecha\u00e7amos o desenvolvimento de atividades unilaterais brit\u00e2nicas que incluam,<br \/>\nentre outras, a explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais renov\u00e1veis e n\u00e3o renov\u00e1veis na<br \/>\n\u00e1rea em conflito e controversa. Denunciamos a presen\u00e7a de bases militares<br \/>\nimperialistas em pa\u00edses latino americanos e caribenhos que constituem uma seria<br \/>\namea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a e soberania da regi\u00e3o. Tamb\u00e9m apoiamos, no \u00e2mbito do<br \/>\ndireito internacional, todas as san\u00e7\u00f5es implementadas pelo governo argentino<br \/>\ndirigidas a defender os recursos da regi\u00e3o e sua soberania.<br \/>\n29. Apoiamos a forma\u00e7\u00e3o de um Conselho de Defesa dos Povos do Mercosul<br \/>\npara proteger a soberania e a democracia e os direitos humanos dos nossos<br \/>\npovos.<br \/>\n9<br \/>\n30. Apoiamos o Estado Plurinacional da Bol\u00edvia na sua justa demanda pelo direito<br \/>\nde sa\u00edda ao mar com soberania, e solicitamos \u00e0s inst\u00e2ncias do Mercosul que<br \/>\nacelerem o processo de incorpora\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia como membro pleno do Bloco.<br \/>\n31. A m\u00e3e natureza \u00e9 um bem comum dos povos a servi\u00e7o da humanidade.<br \/>\nPortanto, recha\u00e7amos qualquer forma de destrui\u00e7\u00e3o, apropria\u00e7\u00e3o privada,<br \/>\nbiopirataria, e solu\u00e7\u00f5es de mercado que apenas aprofundam o atual est\u00e1gio da<br \/>\ncrise ambiental e clim\u00e1tica. Opomos-nos ao poder empresarial da MONSANTO,<br \/>\nassentado na monocultura e nos cultivos transg\u00eanicos.<br \/>\n32. Pronunciamos-nos contra a narco-pol\u00edtica no Paraguai, cuja institucionalidade<br \/>\nse encontra hoje em disputa pelo narcotr\u00e1fico e o crime organizado incrustado no<br \/>\naparato do Estado.<br \/>\n33. Neste sentido, instamos a que se pare de imediato com a criminaliza\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nmovimentos sociais, do estado de sitio de fato instaurado com a militariza\u00e7\u00e3o dos<br \/>\ndepartamentos assim como cessar imediatamente com as viola\u00e7\u00f5es massivas aos<br \/>\ndireitos humanos por for\u00e7as militares e policiais.<br \/>\n34. A C\u00fapula Social do Mercosul exige respeito ao processo democr\u00e1tico<br \/>\nbrasileiro e se posiciona contra as tentativas de retrocesso pol\u00edtico e econ\u00f4mico a<br \/>\nservi\u00e7o dos monop\u00f3lios privados que buscam impor sua vontade ao Brasil.<br \/>\n35. Abra\u00e7amos o heroico povo de Cuba e o seu governo por sua resist\u00eancia ao<br \/>\nbloqueio norte americano e acreditamos que o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es com<br \/>\nos EUA n\u00e3o prejudicar\u00e3o o processo revolucion\u00e1rio cubano. Esperamos ainda o<br \/>\nfim definitivo do bloqueio e o fechamento da pris\u00e3o de Guant\u00e1namo.<br \/>\n36. As organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais do MERCOSUL, reunidos em Bras\u00edlia,<br \/>\nafirmam o compromisso de continuar impulsionando a participa\u00e7\u00e3o dos povos por<br \/>\numa verdadeira integra\u00e7\u00e3o que nos permita recuperar a soberania plena a partir e<br \/>\npara os povos do Sul.<br \/>\n37. A XVIII C\u00fapula Social reconhece o processo aut\u00f4nomo de constru\u00e7\u00e3o desta<br \/>\nc\u00fapula e felicita o governo brasileiro pelo esfor\u00e7o empreendido nesta mudan\u00e7a de<br \/>\nparadigma na constru\u00e7\u00e3o da C\u00fapula Social. Uma c\u00fapula verdadeiramente dos<br \/>\npovos, atrav\u00e9s dos povos e para os povos. Finalmente, queremos e lutaremos<br \/>\npara que esta mudan\u00e7a se consolide em todas as c\u00fapulas sociais do MERCOSUL<br \/>\nque se seguir\u00e3o. Sem autonomia n\u00e3o h\u00e1 avan\u00e7o!<br \/>\n38. Denunciamos a campanha internacional de desestabiliza\u00e7\u00e3o contra o estado<br \/>\nvenezuelano, seu governo e seu povo, assim como a tentativa do imperialismo<br \/>\nque vem se manifestando no poder executivo, Decreto Obama, que declara a<br \/>\nVenezuela como uma amea\u00e7a extraordin\u00e1ria, assim como a inger\u00eancia de expresidentes, senadores e porta vozes pol\u00edticos da direita internacional, que tem<br \/>\ncomo objetivo final interromper o processo de integra\u00e7\u00e3o que desenvolvem os<br \/>\npovos da regi\u00e3o.<br \/>\n10<br \/>\n39. Tamb\u00e9m nos solidarizamos com o povo venezuelano em sua revolu\u00e7\u00e3o<br \/>\nbolivariana, encabe\u00e7ada pelo presidente dos Trabalhadores e Chavista Nicol\u00e1s<br \/>\nMaduro e a luta que empreende na defesa da soberania de seu pa\u00eds contra a<br \/>\nguerra econ\u00f4mica e financeira que imp\u00f5e \u00e0s transnacionais.<br \/>\n40. Solidarizamos-nos e apoiamos o pedido de justi\u00e7a no caso das 43 v\u00edtimas da<br \/>\nviol\u00eancia pol\u00edtica gerada por fatores opositores na Venezuela nos anos 2013 e<br \/>\n2014 e repudiamos o uso pol\u00edtico que estes setores d\u00e3o ao tema dos direitos<br \/>\nhumanos com o objetivo de desestabilizar a democracia venezuelana.<br \/>\n41. Reconhecemos que o desendividamento dos pa\u00edses da regi\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o<br \/>\nessencial para o desenvolvimento dos nossos processos de integra\u00e7\u00e3o, para tanto<br \/>\nrepudiamos energicamente as manobras especulativas dos Fundos Abutres que<br \/>\ntentam subjugar o povo argentino. Tamb\u00e9m reconhecendo que os processos de<br \/>\nreestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida n\u00e3o afetam unicamente a Rep\u00fablica Argentina,<br \/>\ndestacamos a necessidade que a comunidade internacional trabalhe em prol da<br \/>\nconforma\u00e7\u00e3o de uma arquitetura financeira global que permita contar com os<br \/>\ninstrumentos que possibilitem acordos razo\u00e1veis e definitivos entre credores e<br \/>\ndevedores soberanos, permitindo fazer frente a problemas de sustentabilidade da<br \/>\nd\u00edvida de forma ordenada.<br \/>\n42. A integra\u00e7\u00e3o regional \u00e9 a resposta dos Povos para barrar o avan\u00e7o do<br \/>\nconservadorismo e do liberalismo econ\u00f4mico predat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Fuente:<\/strong> https:\/\/ippdh.mercosur.int\/declaracao-final-cupula-social-do-mercosul\/?lang=pt-br<\/p>","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"class_list":["post-23675","cumbre","type-cumbre","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosocial.ippdh.mercosur.int\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/cumbre\/23675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosocial.ippdh.mercosur.int\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/cumbre"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosocial.ippdh.mercosur.int\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/cumbre"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosocial.ippdh.mercosur.int\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}